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	<title>Livre Mente &#187; Blog Livre Mente</title>
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	<description>Informações para uma vida em equilíbrio</description>
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		<title>Transtorno de Pânico (ou Síndrome do Pânico)</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Apr 2010 15:19:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernando-tonelli</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O processo de evolução natural dotou o nosso organismo de sistemas de defesa contra os perigos do meio-ambiente. Por exemplo, o sistema imunológico, cuja função primária é nos defender de agentes infecciosos como bactérias, fungos, viroses, parasitas ou células cancerígenas, que podem nos fazer adoecer, ou o sistema de defesa que atua na produção e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O processo de evolução natural dotou o nosso organismo de sistemas de defesa contra os perigos do meio-ambiente. Por exemplo, o sistema imunológico, cuja função primária é nos defender de agentes infecciosos como bactérias, fungos, viroses, parasitas ou células cancerígenas, que podem nos fazer adoecer, ou o sistema de defesa que atua na produção e liberação de hormônios e neurotransmissores, preparando-nos para lutar ou fugir de algum predador ou catástrofe natural. Assim, na proximidade ou na presunção de um perigo, ficamos ansiosos: nosso coração se acelera, as pupilas se dilatam, o sangue “foge” da pele e do sistema digestório e é enviado para a musculatura das pernas e braços e para o cérebro, nossa respiração fica mais curta e rápida. Ou seja, ficamos mais alertas e prontos para adotar a melhor e mais adequada estratégia de defesa para salvar nossa pele.</p>
<p>Quando esses mesmos sintomas de <strong>ansiedade</strong> se tornam mais intensos e passam a ocorrer de repente, sem uma causa real de perigo, dando a impressão de que algo muito ruim está acontecendo com nosso corpo, fica caracterizado um <strong>Episódio de Pânico</strong>. E se esses episódios se repetem frequentemente atrapalhando a vida do indivíduo, inclusive fazendo com que ele passe a evitar lugares e situações onde os ataques poderiam ocorrer, devemos suspeitar de um <strong>Transtorno do Pânico</strong> ou <strong>Síndrome do Pânico</strong>.</p>
<p>Inúmeras vezes o paciente sente uma forte dor opressiva no peito e fica com <strong>medo</strong> de estar sofrendo um “ataque do coração”. Por isso, procura uma unidade de emergência. Caberá ao clínico do Pronto Socorro proceder a investigação adequada e, somente depois de descartar uma causa orgânica (cardiológica, pulmonar, digestiva, traumática, etc) tomar medidas para acalmar o paciente (às vezes é necessário o uso de <strong>sedativos</strong>) e encaminhá-lo para avaliação psiquiátrica.</p>
<p>O Transtorno de Pânico é uma doença crônica que acomete cerca de 3,5 % da população ao longo da vida e é 2 vezes mais prevalente em mulheres, sendo mais comum nos adultos jovens.</p>
<p>O tratamento é feito com uma associação entre medicamentos (<strong>antidepressivos</strong> e/ou <strong>ansiolíticos</strong>) e <strong>psicoterapia</strong>, sendo a técnica cognitivo-comportamental a que mais tem sido recomendada para o tratamento de sintomas residuais. Os <strong>psicofármacos</strong> devem ser usados na fase aguda da doença até que se alcance a remissão dos sintomas, de acordo com as avaliações do <a title="psiquiatra" href="http://acupunturaepsiquiatria.com.br/perfil/"><strong>médico psiquiatra</strong></a>. E deve ser mantida por um período mínimo de 1 ano a fim de se evitar as recaídas, qua são muito freqüentes. A psicoterapia ensina ao paciente técnicas de enfrentamento minimizando as evitações de situações deflagradoras dos <strong>ataques de pânico</strong>. Tudo visando melhorar a qualidade de vida do paciente, devolvendo sua plena capacidade funcionamento familiar e social.</p>
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		<title>Estresse e Saúde</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Apr 2010 15:12:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernando-tonelli</dc:creator>
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		<category><![CDATA[estresse]]></category>

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		<description><![CDATA[Todos nós estamos sujeitos a acontecimentos estressantes e nosso corpo é afetado por eles, levando-nos a experimentar variações emocionais que serão mais ou menos intensas de acordo com nossas características psicológicas, com as posições sociais e como estamos ou não adaptados ao meio onde vivemos. Os estressores são capazes de influenciar o funcionamento do nosso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todos nós estamos sujeitos a acontecimentos <strong>estressantes</strong> e nosso corpo é afetado por eles, levando-nos a  experimentar variações <strong>emocionais</strong> que serão mais ou menos intensas de acordo com nossas características psicológicas, com  as posições sociais e como estamos ou não adaptados ao meio onde vivemos. Os <strong>estressores</strong> são capazes de  influenciar o funcionamento do nosso corpo, podendo trazer conseqüências ruins em todos os sistemas orgânicos, como  influenciar na formação de placas ateroscleróticas, alterar a resposta das células de gordura à ação da insulina,  influenciar o estado de humor e a libido, se nosso sistema digestivo funcionará bem ou  se iremos desenvolver gastrite, úlceras ou intestino irritável, se estaremos mais ou menos predispostos a adquirir doenças  infecciosas e como reagiremos a elas.</p>
<p>Podemos considerar estressantes alguns acontecimentos enquanto outras pessoas não os considerariam:  trânsito lento, prazos curtos a serem cumpridos, problemas financeiros e conjugais, relacionamentos sociais desajustados.  De um modo geral, se as coisas que nos perturbam são “crises físicas imediatas”, nosso corpo, que evoluiu de forma  brilhante, está muito bem adaptado para responder adequadamente a estas urgências. Ou seja, o organismo tentará sempre  alcançar um estado de equilíbrio dinâmico chamado ALOSTASE (níveis de oxigênio, pressão sanguínea, acidez,  temperatura, eletrólitos os mais adequados para cada situação). O cérebro evoluiu de forma tal que se o nosso corpo for  submetido a um estressor que o tire do equilíbrio alostático, ocorrerá uma “resposta de  <strong>&#8220;stress&#8221;</strong>” a fim de restabelecer a alostase. Se o estressor é um “agressor físico crônico”,  as respostas de <strong>estresse</strong> ainda são muito boas e conseguimos nos adaptar. O problema é que nós, os humanos,  somos capazes de imaginar e criar eventos estressantes antecipados em nossa mente. Somos  aptos a vivenciar emoções fortes e fora de controle, tirando nosso corpo do equilíbrio, através do pensamento. E, quando  provocamos um tumulto nas funções fisiológicas sem um motivo real ou por uma situação que não temos como resolver, ficamos  sujeitos a uma carga muito alta de “<strong>ansiedade</strong>”, “medo”, “neurose”,  “paranóia” e “<strong>irritabilidade</strong>” totalmente desnecessários e prejudiciais. Se essas  situações perdurarem, fatalmente iremos adoecer.</p>
<p>“A resposta ao estresse pode se tornar mais prejudicial do que o próprio estressor,  principalmente quando o estresse restringe-se ao psicológico” – Robert M. Sapolsky  no livro: “Por que  as zebras não têm úlceras?”</p>
<p>O estresse pode nos predispor ou piorar doenças em todos os sistemas orgânicos: hipertensão arterial,  distúrbios vasculares, infecções, doenças respiratórias, transtornos digestivos, transtornos de ansiedade,  <a href="http://livremente.acupunturaepsiquiatria.com.br/2009/10/depressao-entrevista-ao-jornal-tribuna-popular/">depressão</a>, impotência sexual etc. Mas, será que não existe uma maneira de evitar ou pelo  menos minimizar seus efeitos danosos? Várias pesquisas foram e continuam sendo realizadas visando estudar como o  estresse nos afeta. Por exemplo, graças a tais estudos, hoje sabemos que crianças bem cuidadas, que têm  manuseio neonatal adequado, recebendo carinho e atenção devidos, se tornam adultos com níveis de glicocorticóides (hormônios  cuja produção aumenta na resposta ao estresse) significativamente menores quando comparados com aqueles  que foram maltratados na infância. A quantidade de glicocorticóides produzida no adulto influencia diretamente a taxa de  degeneração da região dos neurônios da região cerebral responsável pela memória de curta duração ( o HIPOCAMPO). Assim,  crianças bem cuidadas provavelmente serão adultos que envelhecerão de forma mais saudável.</p>
<p>Nem sempre conseguimos evitar os estressores mas podemos aprender a lidar melhor com as situações  estressantes. O ideal é levarmos a vida com leveza e equilíbrio. Alimentação balanceada, rica em frutas  e verduras e pobre em gorduras animais, açúcares e aditivos industriais provocará menores níveis de  estresse metabólico. Exercícios físicos moderados e regulares deixarão nosso corpo mais disposto e apto  a enfrentar as “crises físicas”. Saber dosar trabalho e lazer permitirá uma resposta de <strong>estresse</strong> mais  adequada. Manter a higiene corporal, dormir bem, cuidar da espiritualidade, manter-se em educação permanente, aprender a  lidar com as frustrações, ou seja, cuidar do bem-estar físico e mental nos manterá melhor adaptados e nos protegerá dos  efeitos danosos do estresse.</p>
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		<title>Transtorno do Humor Bipolar</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Apr 2010 14:55:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernando-tonelli</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Transtornos do Humor]]></category>
		<category><![CDATA[bipolar]]></category>

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		<description><![CDATA[(antiga Psicose Maníaco-Depressiva) O que é mania No linguajar popular &#8220;mania&#8221; significa qualquer hábito repetitivo e caricato que uma pessoa possua. Geralmente esses rituais são exercidos de maneira obsessiva e estão mais relacionados ao Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC). Para a Psiquiatria, &#8220;mania&#8221; é um termo que conceitua um distúrbio do humor caracterizado por um estado de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>(antiga Psicose Maníaco-Depressiva)</h2>
<h2>O que é mania</h2>
<p>No linguajar popular &#8220;mania&#8221; significa qualquer hábito repetitivo e caricato que uma pessoa possua. Geralmente esses rituais são exercidos de maneira obsessiva e estão mais relacionados ao <a title="transtorno obsessivo compulsivo (toc)" href="http://acupunturaepsiquiatria.com.br/2009/11/transtorno-obsessivo-compulsivo-toc/">Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)</a>.</p>
<p>Para a Psiquiatria, &#8220;<strong>mania</strong>&#8221; é um termo que conceitua um <strong>distúrbio do humor</strong> caracterizado por um estado de euforia ou &#8220;elação&#8221; exagerados, fora do normal, onde a pessoa se sente com superpoderes ou com irritabilidade, exibindo impaciência, raiva, ódio, agressividade e impulsividade, muitas vezes acompanhados de delírios, principalmente de perseguição. Uma característica muito importante do <strong>estado maníaco</strong> é que a pessoa em crise tem sua necessidade de sono muito diminuída, sentindo-se muito bem com apenas 3 a 4 horas de sono. Também é muito frequente a labilidade emocional, com episódios súbitos de choro ou riso histérico.Quando esses mesmos sintomas se apresentam em grau mais brando, chamamos de hipomania.</p>
<p>O nome &#8220;mania&#8221; deriva do grego e significa &#8220;loucura&#8221; ou &#8220;psicose&#8221;, daí o nome antigo do transtorno ser Psicose Maníaco-Depressiva.</p>
<h2>Mania e o Transtorno do Humor Bipolar (antiga Psicose Maníaco-Depressiva)</h2>
<p>O indivíduo com o Transtorno do Humor Bipolar (THB) não permanece em mania ou hipomania por todo o tempo. Seu estado de humor geralmente oscila entre o estado maníaco, a normalidade e a depressão, o que caracteriza o <strong>Transtorno do Humor Bipolar tipo I</strong>, ou entre hipomania, normalidade e depressão, caracterizando o <strong>Transtorno do Humor Bipolar tipo II</strong>. E, quando ocorrem 4 ou mais epsiódios de mania e/ou depressão no período de 12 meses, o transtorno é chamado de <strong>Ciclagem Rápida</strong>.</p>
<h2>Sintomas e diagnóstico do Transtorno do Humor Bipolar</h2>
<p>O paciente geralmente procura ajuda do <a title="psiquiatra" href="http://acupunturaepsiquiatria.com.br/perfil/">psiquiatra</a> quando se encontra na <strong>fase de depressão</strong>, porque, quando em <strong>fase maníaca</strong> e, principalmente hipomaníaca, ele se sente muito bem, &#8220;às mil maravilhas&#8221;, mesmo que esteja causando muitos transtornos para si e para os outros que com ele convivem. Assim, estando em episódio de depressão, torna-se fundamental para o Psiquiatra fazer a distinção entre o estado de<strong> depressão bipolar</strong> e a <strong>depressão unipolar</strong>, característica do <a title="depressão" href="http://acupunturaepsiquiatria.com.br/2009/10/depressao-entrevista-ao-jornal-tribuna-popular/"><strong>Transtorno Depressivo Maior</strong></a>, porque as abordagens terapêuticas são completamente diferentes. Para que o diagnóstico correto seja feito, a coleta de informações sobre a história do paciente e a evolução do caso deve ser o mais  detalhada possível, sendo necessário ouvir o depoimento tanto do próprio paciente quanto de pessoas do seu convívio.</p>
<h2>Tratamento do Transtorno do Humor Bipolar</h2>
<p>A estratégia principal do tratamento do THB é baseada no uso de medicamentos <strong>estabilizadores do humor</strong>, o que visa evitar as oscilações patológicas do humor, permitindo que o paciente as tenha dentro de uma faixa de normalidade, que são os &#8220;altos e baixos&#8221; comuns nas vidas de todos nós.</p>
<p>Nos episódios de depressão bipolar pode ser útil a utilização de medicamentos antidepressivos, mas, sempre associados com algum estabilizador do humor, pois, se os antidepressivos forem usados em monoterapia, corre-se o risco de precipitar uma &#8220;virada maníaca&#8221; ou acelerar ainda mais a Ciclagem Rápida.</p>
<p>Quanto às estratégias não-farmacológicas, a <strong>Psicoeducação</strong>, tanto para os pacientes quanto para os familiares, é fundamental, pois, ao receberem informações sobre o transtorno, poderão aprender como detetar precocemente os sinais do distúrbio e, assim, ajudar a reduzir em até 50 % o número de recaídas e a gravidade do quadro. A <strong>Terapia Cognitivo-Comportamental</strong> (<strong>TCC</strong>) e a <strong>Psicoterapia Familiar</strong> podem ajudar no manejo das distorções do pensamento e nas disfunções comportamentais que muitas vezes destroem a vida de relações que o paciente conseguiu montar, reduzindo os prejuízos que o transtorno pode causar.</p>
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		<title>Acupuntura e Moxabustão no Tratamento de Transtornos Psiquiátricos</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Apr 2010 12:05:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernando-tonelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog Livre Mente]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina Tradicional Chinesa]]></category>

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		<description><![CDATA[A Acupuntura e a Moxabustão são técnicas de tratamento milenares desenvolvidas e utilizadas na China e de lá se disseminaram por todo o mundo. Na Europa, começaram a ser usadas desde o Renascimento, quando textos chineses foram traduzidos por missionários Jesuítas. A OMS reconhece a Acupuntura como especialidade médica desde a década de 1970 e, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>Acupuntura</strong> e a <strong>Moxabustão</strong> são técnicas de tratamento milenares desenvolvidas e  utilizadas na China e de lá se disseminaram por todo o mundo. Na Europa, começaram a ser usadas desde o Renascimento,  quando textos chineses foram traduzidos por missionários Jesuítas. A OMS reconhece a <strong>Acupuntura</strong> como  especialidade médica desde a década de 1970 e, no Brasil também é reconhecida como tal pela AMB – Associação Médica  Brasileira.</p>
<p>A <strong>Acupuntura</strong> usa agulhas apropriadas que são aplicadas em determinados pontos do corpo, de acordo com  a Teoria dos Meridianos e Colaterais. Já a <strong>Moxabustão</strong> se vale da aplicação do calor proveniente da queima  de bastão ou cones de artemísia (uma planta) sobre os mesmo pontos, assim procurando harmonizar o fluxo da Energia Vital  (“Qi” – pronuncia-se: “tchi”).</p>
<p>As <strong>funções mentais</strong> são um reflexo da interação entre os órgãos e vísceras, entre si e com o meio externo,  funcionando como uma rede organizacional harmônica. A disfunção em qualquer elemento desta rede exercerá uma influência  negativa que poderá se expressar como um <strong>transtorno mental</strong>.</p>
<p>Fatores externos, como: vento, frio, calor, umidade, secura e fogo (de acordo com os conceitos da  <a href="http://acupunturaepsiquiatria.com.br/2010/04/medicina-tradicional-chinesa/">Medicina Tradicional  Chinesa</a>) , bem como fatores emocionais: alegria, ira, ansiedade, meditação, tristeza, medo e terror, quando em excesso ou  em deficiência, causam desarmonia e, se os mecanismos de defesa próprios do organismo não conseguirem recuperar o equilíbrio,  levarão o indivíduo a apresentar distúrbios físicos e/ou mentais.</p>
<p>O foco principal das técnicas terapêuticas chinesas é o restabelecimento do <strong>equilíbrio</strong> do organismo,  tanto internamente quanto nos aspectos relativos às relações interpessoais e com o meio ambiente. Isso tudo coincide com  o ponto de vista científico moderno da Psiconeuroimunoendocrinologia (<a href="http://acupunturaepsiquiatria.com.br/2010/04/estresse-saude/">“Teoria do Estresse” – vide texto sobre   Estresse e Saúde</a>).</p>
<p>Os pontos utilizados no tratamento são selecionados de acordo com: a “Teoria dos Meridianos e Colaterais”, a “Teoria dos  Cinco Movimentos” (ou “Elementos”) e a “Teoria dos Órgãos e Vísceras” (“Zang Fu”) e a escolha se baseia na análise dos  sinais e sintomas apresentados pelo paciente.</p>
<p>Bom lembrar que, assim como na Medicina Ocidental os pacientes reagem de maneira individualizada ao tratamento medicamentoso,  também a resposta ao tratamento por <strong>acupuntura</strong> e <strong>moxabustão</strong> varia de uma pessoa para outra.  Existem pessoas que respondem rapidamente e outras que não o fazem. Assim, o importante é uma avaliação criteriosa por um  profissional devidamente capacitado para que a associação de métodos terapêuticos (<strong>psicofármacos</strong>,  <strong>psicoterapia</strong>, <strong>acupuntura</strong> e <strong>moxabustão</strong>) e uma mudança no estilo de vida  contribua para a melhora dos <strong>transtornos mentais</strong> e para o retorno do indivíduo a um funcionamento  <strong>equilibrado</strong>, o mais rapidamente possível.</p>
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		<title>Medicina Tradicional Chinesa</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Apr 2010 11:59:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernando-tonelli</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Medicina Tradicional Chinesa]]></category>

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		<description><![CDATA[O termo Medicina Tradicional Chinesa – MTC é utilizado no Ocidente para definir a medicina que vem sendo praticada e aperfeiçoada na China há cerca de 5.000 anos, diferenciando-a da Medicina Ocidental. A MTC faz uso intensivo de Acupuntura, Moxabustão, Fitoterapia, Massagens e Qigong (pronuncia-se: “tchikun”). Para entender a MTC, é fundamental o entendimento do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O termo <strong>Medicina Tradicional Chinesa – MTC</strong> é utilizado no Ocidente para definir a medicina que vem sendo  praticada e aperfeiçoada na China há cerca de 5.000 anos, diferenciando-a da Medicina Ocidental. A <strong>MTC</strong> faz  uso intensivo de <strong>Acupuntura</strong>, <strong>Moxabustão</strong>, <strong>Fitoterapia</strong>,  <strong>Massagens</strong> e <strong>Qigong</strong> (pronuncia-se: “tchikun”).</p>
<p>Para entender a <strong>MTC</strong>, é fundamental o entendimento do modo de pensar chinês, que é diferente da filosofia  ocidental. Nós tendemos a raciocinar de maneira analítica, ou seja, fracionamos o todo em seus componentes parciais e  tentamos entender o funcionamento de cada fração (influência do pensamento Cartesiano-Newtoniano). O chinês tradicional  pensa de maneira <strong>holística</strong>, mais intuitiva e sintética, ou seja, a filosofia chinesa observa o todo e suas  interações em um padrão complexo (influência da filosofia <strong>Taoista</strong>). Assim, enquanto o médico chinês olha  o paciente como um todo integrado aos outros e ao meio ambiente, o médico ocidental tende a tratar a doença em determinado  órgão, procurando isolar, preferencialmente, um único fator causador da doença. Há pontos fortes e fracos nos dois sistemas  filosóficos que, por isso, são complementares; não dá para simplesmente aplicar os conhecimentos da <strong>MTC</strong> sem utilizarmos os avanços da medicina ocidental, com seus métodos diagnósticos, farmacologia, técnicas cirúrgicas, etc.,  sob pena de causar malefícios ao paciente.</p>
</p>
<h4>TAO:</h4>
<p>Geralmente traduzido como “caminho” ou ‘sentido da vida”. Na realidade é o conceito central da  “Filosofia da Natureza”, mais tarde chamada de “<strong>Taoísmo</strong>”, cujo representante mais importante é Lao Tsé  (“Velho Mestre” – personagem provavelmente lendário, do séc. 6 ou 5 a.C., que “escreveu”(?) um livro com 81 aforismos:  “Tao Te King”). Tao não deve ser traduzido, mas entendido. Ele é a razão suprema e se encontra em tudo, dirigindo a ordem  cósmica.</p>
<p>No aforismo 25 do Tao Te King, lê-se: “Havia algo sem forma e completo, antes de surgir o universo. Quieto e ermo,  único e incompreensível, sem limites e eternamente disponível. É a mãe do universo. Na falta de um nome melhor,  chamo-o o Tao.  Ele flui por todas as coisas, por dentro e por fora e retorna à origem de todas as coisas.  O Tao é grande. O universo é grande. A terra é grande. A pessoa é grande. Esses são os quatro grandes domínios.  A pessoa segue a terra. A terra segue o universo. O universo segue o Tao. O Tao segue somente a si mesmo”.</p>
<p>No aforismo 52: “No princípio era o Tao. Todas as coisas nascem dele; todas as coisas retornam a ele.  Se você quiser encontrar a origem, siga o rastro dos fenômenos”.</p>
</p>
<h4>TAOISMO:</h4>
<p>Corrente filosófica baseada nos conceitos de: <strong>Tao</strong> (como a origem de tudo, inclusive  dos contrário-complementares – <strong>Yin</strong> e <strong>Yang</strong>); <strong>Te</strong> (a realidade; os fenômenos  naturais) e <strong>Wu wei</strong> (viver “sem agir”, no sentido de “aceitar as coisas acontecerem em seu ritmo natural,  como tem que ser”). Importante frisar que o Taoísmo é uma filosofia de vida e, mesmo tendo influenciado o pensamento  religioso chinês, não é uma religião, é um modo de pensar e encarar a vida. Podemos fazer um paralelo com a Filosofia  Clássica Ocidental que muito influenciou as religiões ocidentais.</p>
</p>
<h4>YIN e YANG:</h4>
<p>Forças cósmicas opostas e complementares, interdependentes, que se alternam em um movimento cíclico  e contínuo.</p>
</p>
<h4>QI:</h4>
<p>Pode ser entendido como “força ou energia vital”, que dá movimento a tudo. O <strong>Qi</strong> (pronuncia-se: “tchi”) proporciona uma continuidade entre todas as coisas, desde as mais imateriais, rarefeitas e tênues  até as mais sólidas e materiais. O <strong>Qi</strong> é a base para todas as infinitas possibilidades de vida no universo,  até as inanimadas, como os minerais. Ele pode se agregar ou se dispersar, indicando tanto a energia quanto a atividade  funcional de um órgão, assumindo diferentes formas: <strong>Qi defensivo</strong>, <strong>Qi nutritivo</strong>,  <strong>Qi dos alimentos</strong>, <strong>Qi celestial</strong>, <strong>Qi dos órgãos</strong>,  <strong>Qi primordial</strong>.Funções do Qi: 1) aquecimento, 2) proteção, 3) movimento, 4) atividade de controle,  5) atividade de transformação.</p>
</p>
<h4>Meridianos ou Canais de Energia (Jing Luo):</h4>
<p>São vias por onde circulam o <strong>Qi</strong> e o Sangue  (<strong>Xue</strong>) e fazem conexão entre os órgãos e vísceras (<strong>Zang Fu</strong>), membros e articulações.</p>
</p>
<h4>Substâncias:</h4>
<p><strong>Qi</strong>; <strong>Xue</strong> (Sangue), <strong>Jing</strong> (Essência ou Energia  Ancestral, aquela que é herdada), <strong>Shen</strong> (Espírito) e <strong>Jin Ye</strong> (Líquidos corpóreos).</p>
</p>
<h4>Zang Fu:</h4>
<p>Órgãos (sólidos) e vísceras (ocas), entendidos não pela sua estrutura anatômica, como na Medicina  Ocidental, mas pelas suas interações funcionais.</p>
</p>
<h4>Origem das Doenças:</h4>
<p>Pela <strong>MTC</strong>, a doença é provocada pela quebra do equilíbrio, ou desarmonia  dentro do indivíduo e/ou nas suas relações com os outros e com o meio ambiente. Assim, o tratamento sempre visa à  recuperação da harmonia perdida.</p>
</p>
<h4>Acupuntura:</h4>
<p>Técnica terapêutica da <strong>MTC</strong> que procura alterar o fluxo desequilibrado do  <strong>Qi</strong>, valendo-se da punção com agulhas muito finas em determinados pontos dos meridianos.</p>
</p>
<h4>Moxabustão:</h4>
<p>Técnica terapêutica da <strong>MTC</strong> através da aplicação de calor nos pontos de acupuntura,  usando bastões ou cones de <strong>artemísia</strong> incandescente, ou chumaços em chamas na ponta externa das agulhas.</p>
</p>
<h4>Qigong:</h4>
<p>Técnica de exercícios respiratórios desenvolvida pelos <strong>taoistas</strong> onde o praticante procura  sentir a circulação do Qi em determinadas partes do corpo, visando, com isso, harmonizar o fluxo do <strong>Qi</strong>.</p>
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		<title>Insônia</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Apr 2010 11:41:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernando-tonelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog Livre Mente]]></category>
		<category><![CDATA[Transtornos do sono]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem já passou ou passa por noites de sono não reparador ou mesmo totalmente despertos, sem conseguir conciliar o sono,sabe muito bem as conseqüências ruins que isso traz, como mau-humor, dificuldades de concentração, distúrbios digestivos, cansaço generalizado. Para a insônia ser considerada clinicamente significativa, deve ocorrer no mínimo 3 vezes por semana durante pelo menos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem já passou ou passa por noites de <strong>sono</strong> não reparador ou mesmo totalmente despertos, sem conseguir  conciliar o sono,sabe muito bem as conseqüências ruins que isso traz, como mau-humor, dificuldades de  concentração, distúrbios digestivos, cansaço generalizado. Para a <strong>insônia</strong> ser considerada clinicamente  significativa, deve ocorrer no mínimo 3 vezes por semana durante pelo menos 1 mês e estar associada a sofrimento importante,  com prejuízo nos relacionamentos sociais e profissionais da pessoa, de acordo com os critérios diagnósticos atuais.</p>
<p>A insônia é um fator de risco para a ocorrência de acidentes e para a saúde do indivíduo, piorando sua  qualidade de vida.</p>
<p>Para um bom <strong>tratamento da insônia</strong>, o médico deverá determinar se ela é primária (quando ocorre independente  de alguma condição médica geral, de outra doença psiquiátrica ou do uso abusivo de substâncias) ou se  é secundária a alguma destas mesmas causas. Por exemplo, abuso de cafeína, “pílulas para emagrecer”,  depressão, transtornos de ansiedade, <strong>apnéia do sono</strong>, entre outros, podem ser a causa  das noites maldormidas.</p>
<p>Tratando-se de uma insônia secundária, a causa básica deverá ser devidamente abordada e, geralmente,  resolve-se a dificuldade de conciliar o sono. As insônias primárias deverão ser tratadas  com medidas não farmacológicas e, se necessário, com o uso de medicamentos.</p>
<p>Cerca de 70 a 80 % dos <strong>insones</strong> se beneficiam somente com as estratégias não farmacológicas, que visam  reduzir os fatores que estão atrapalhando. A <strong>higiene do sono</strong> é a principal destas medidas  e consiste de hábitos que deveriam ser adotados por todos: 1) o quarto deve ter temperatura agradável, ser silencioso e  escuro; 2) procure deitar-se e se levantar sempre no mesmo horário; 3) faça caminhadas ou outros exercícios físicos moderados  pelo menos 3 vezes por semana, durante pelo menos 30 minutos, mas pare de fazer atividades físicas cansativas no mínimo 2  horas antes de ir <strong>dormir</strong>; 4) evite fazer refeições pesadas à noite e procure fazer com que a última refeição  seja pelo menos 2 horas antes de ir dormir; 5) só use a cama para dormir; evite ler ou ver  TV na cama; 6) se acordar no meio da noite, não olhe o relógio; levante-se e faça alguma atividade calma (ler um livro  agradável, assistir a TV, ouvir música tranqüila) e só volte para a cama quando sentir sono; 7) tome chás  (erva cidreira, camomila, erva doce, hortelã), suco de maracujá ou leite morno (sem café ou chocolate); 8 ) evite café, chá  preto, chá mate, refrigerantes (principalmente guaraná e tipo coca-cola) e chocolate, após as 15 horas; 9) evite  dormir ou “tirar uma soneca” durante o dia; 10) procure se manter no peso adequado; 11) evite bebidas  alcoólicas e cigarros.</p>
<p>Além da higiene do sono, podem ser tentadas: Terapia de Controle de Estímulos que ensina  ao paciente superar a frustração com o fato de ter dificuldades para dormir bem; a Terapia  de Restrição do Sono que enfoca a quantidade total de tempo passado na cama e ensina ao paciente a só  permanecer na mesma durante o período de sono efetivo; a Terapia de Relaxamento e “Biofeedback”  (auto-hipnose, relaxamento progressivo, técnicas respiratórias, meditação) que visa induzir uma redução da  tensão muscular.</p>
<p>Se as intervenções não farmacológicas não funcionarem várias classes de medicamentos podem ser utilizadas, de acordo com a  avaliação e as orientações do <a title="psiquiatra" href="http://acupunturaepsiquiatria.com.br/perfil/"><strong>médico psiquiatra</strong></a>.</p>
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		<title>A Relação Mente-Cérebro nos Transtornos Psiquiátricos</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Apr 2010 11:30:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernando-tonelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog Livre Mente]]></category>
		<category><![CDATA[Mente e Corpo]]></category>

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		<description><![CDATA[Nas especialidades médica, de uma maneira geral, trabalha-se com a idéia de um conjunto de fatores causais ou etiológicos que levam a desvios nos padrões de funcionamento normal do organismo, podendo provocar doenças em um ou mais órgãos ou sistemas corporais. A maioria dos transtornos psiquiátricos ocorre a partir de uma interação muito complexa de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nas especialidades médica, de uma maneira geral, trabalha-se com a idéia de um conjunto de fatores causais ou etiológicos que levam a desvios nos padrões de funcionamento normal do organismo, podendo provocar doenças em um ou mais órgãos ou sistemas corporais. A maioria dos <strong>transtornos psiquiátricos</strong> ocorre a partir de uma interação muito complexa de fatores genéticos (herdados pelo indivíduo) e fatores ambientais, incluindo problemas no relacionamento interpessoal.O entendimento desta interação é fundamental para o <a title="psiquiatra" href="http://acupunturaepsiquiatria.com.br/perfil/">Psiquiatra</a> poder diagnosticar bem e, assim, ajudar o paciente a superar aquilo que está transtornando sua vida.</p>
<p>A ampliação desse conhecimento é, talvez, o maior desafio para a Psiquiatria atual e muito tem sido realizado nesse campo da ciência médica, especialmente a partir da década de 90 do século passado, quando as novas descobertas das Neurociências deram um grande impulso ao desenvolvimento tanto da Medicina (especialmente a <strong>Neurologia</strong> e a <a title="psiquiatria" href="http://acupunturaepsiquiatria.com.br/"><strong>Psiquiatria</strong></a>) quanto da<strong> Psicologia</strong>. E isso contribui muito para enfraquecer o pensamento dicotômico entre mente e cérebro.</p>
<p>A divisão das doenças psíquicas em &#8220;orgânicas&#8221; (ou &#8220;biológicas&#8221; ou &#8220;cerebrais&#8221;) e &#8220;psicológicas&#8221; (ou &#8220;puramente mentais&#8221;) nos leva a pensar no funcionamento separado entre mente e cérebro e, consequentemente, ao raciocínio equivocado de que as doenças ditas &#8220;psicológicas&#8221; devem ser tratadas somente com Psicoterapia, enquanto as doenças psíquicas orgânicas devem ter tratamento baseado no uso apenas de medicamentos (psicofármacos).</p>
<p>Um grande problema com esta visão é que ela não enxerga que tanto os psicofármacos influenciam as funções psíquicas, como atenção, memória, raciocínio, juízo da realidade, alerta, afeto, linguagem, humor, etc, quanto as técnicas psicoterápicas agen interferindo nas funções fisiológicas do cérebro, inclusive na expressão de genes que codificam a síntese de neurotransmissores. Isto é plenamente comprovado por estudos científicos baseados em neuroimagens funcionais.</p>
<p>Assim sendo, sabemos atualmente que não existem funções intelectuais normais sem uma base orgânica funcionando bem. E esta base biológica das funções mentais é o Sistema Nervoso Central (SNC), composto por Cérebro, Núcleos da Base e Cerebelo. Também sabemos que o SNC não tem sua ação fisiológica normal se as funções mentais não estiverem equilibradas. Então, vale a pena frisar que a melhor abordagem terapêutica para os transtornos psiquiátricos é, geralmente, o uso racional de psicofármacos integrado com alguma técnica de psicoterapia.</p>
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		<title>Transtornos Psiquiátricos Induzidos por Corticóides</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Apr 2010 06:36:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernando-tonelli</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Mente e Corpo]]></category>

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		<description><![CDATA[Os corticóides e, mais especialmente, os glicocorticóides são medicamentos amplamente utilizados na prática médica por várias especialidades, como: Reumatologia, Dermatologia, Oncologia, Imunologia, pneumologia, Ortopedia, tanto por suas ações antinflamatórias como imunossupressoras. Como qualquer fármaco, os corticóides podem apresentar efeitos adversos, ou seja, indesejáveis, em vários sistemas corporais. As alterações psíquicas mais frequentes em pacientes que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os <strong>corticóides </strong>e, mais especialmente, os <strong>glicocorticóides </strong>são medicamentos amplamente utilizados na prática médica por várias especialidades, como: Reumatologia, Dermatologia, Oncologia, Imunologia, pneumologia, Ortopedia, tanto por suas ações antinflamatórias como imunossupressoras.<br />
Como qualquer fármaco, os corticóides podem apresentar <strong>efeitos adversos</strong>, ou seja, indesejáveis, em vários sistemas corporais. As <strong>alterações psíquicas</strong> mais frequentes em pacientes que fazem uso prolongado de glicocorticóides são: labilidade emocional (variação frequente do estado de humor), ansiedade, insônia, depressão, agitação, alucinações auditivas e visuais, déficit de memória, euforia (hipomania). Em alguns casos pode ser difícil dizer se as alterações são decorrentes da própria doença de base (por exemplo: Lúpus Eritematoso Sistêmico que pode levar ao desenvolvimento da Psicose Lúpica) ou se é um efeito colateral dos glicocorticóides.</p>
<p>Um estudo desenvolvido em Boston &#8211; Massachussets &#8211; EUA e publicado na revista &#8220;Clinical Pharmacology &amp; Therapeutics&#8221; (1972) concluiu que o risco de desenvolver <strong>sintomas psicóticos</strong> por uso crônico de glicocorticóides é dependente da dosagem ingerida diariamente: 1,3 % dos pacientes ingerindo até 40 mg de prednisona por dia desenvolveram sintomas psicóticos; 4,8 % daquleles com ingestão de 41 a 80 mg/dia e 18,4 % dos que ingeriam doses acima de 80 mg/dia. (Ver: &#8220;Boston Collaborative Drug Surveillance Program&#8221;).</p>
<p>Ao aparecerem tais efeitos colaterais, algumas estratégias terapêuticas podem ser adotadas. Se for possível, reduz-se ou descontinua-se a dose do corticóide. Se ficar constatado que os sintomas psicóticos são causados pela própria doença ou se não se pode suspender o uso do corticóide, pode-se associar drogas antipsicóticas. Se o efeito colateral é a euforia exagerada e/ou hiperestimulação, podemos tentar controlá-las com drogas ansiolíticas.</p>
<p>O mais importante é a análise da situação por pessoal qualificado. A abordagem deve, de preferência, ser interdisciplinar. O <strong>clínico </strong>que está conduzindo o tratamento da doença de base pode necessitar da ajuda do <a title="psiquiatra" href="http://acupunturaepsiquiatria.com.br/perfil"><strong>psiquiatra</strong></a>, sempre visando utilizar a melhor terapia com o mínimo de efeitos adversos, para o maior benefício do paciente.</p>
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		<title>Transtornos Psiquiátricos e Doenças Cutâneas</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Apr 2010 06:13:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernando-tonelli</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Mente e Corpo]]></category>
		<category><![CDATA[psicossomática]]></category>

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		<description><![CDATA[A associação entre doenças dermatológicas e transtornos psiquiátricos é conhecida há muito tempo. A experiência clínica e vários estudos demonstram esta relação. Sabemos que a pele e o sistema nervoso, central e periférico, se originam do mesmo folheto embrionário, o ectoderma. Além disso, há uma infinidade de sensores e terminações nervosas na pele, que, sob [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A associação entre <strong>doenças dermatológicas</strong> e <strong>transtornos psiquiátricos</strong> é conhecida há muito tempo. A experiência clínica e vários estudos demonstram esta relação.</p>
<p>Sabemos que a pele e o sistema nervoso, central e periférico, se originam do mesmo folheto embrionário, o ectoderma. Além disso, há uma infinidade de sensores e terminações nervosas na pele, que, sob este aspecto, pode ser considerada uma grande &#8220;antena&#8221; de captação de sinais provenientes do meio-ambiente. Portanto, pelo menos do ponto de vista biológico, podemos observar que existe uma relação muito estreita entre a pele e o sistema nervoso central, que é a sede biológica das nossas emoções e afetos.</p>
<h2>Evidência Científica</h2>
<p>Acrescentando mais dados para demonstrar esta relaçlão, a revista &#8220;Archives of Dermatology&#8221;, número 145 &#8211; vol 8 de 2009 publicou um estudo comunitário de coortes longitudinal desenvolvido por pesquisadores australianos onde analisaram dados de três pesquisas, feitas em 2000, 2003 e 2006, das quais participaram mulheres jovens com idades variando entre 22 e 27 anos (em 2000 e seguidas em 2003 e 2006). Os dados foram retirados do &#8220;Estudo Longitudinal Australiano em Saúde da Mulher&#8221;.</p>
<p>A análise procurou determinar fatores causais significativos associados às <strong>doenças da pele</strong>. Dentre outros fatores, incluiram sintomas depressivos, estresse e ansiedade intensa. Como medidas de desfecho do estudo, utilizaram questionários padronizados como: &#8220;Questionário de Estresse Percebido para Mulheres Jovens&#8221;, onde são considerados fatores estressores nos últimos 12 meses como: a própria saúde, a saúde de familiares, o trabalho, os estudos, a organização da vida, finanças e as relações, variando numa escala de 0 a 4, desde não estressante (ou não aplicável) até extremamente estressante; &#8220;Escala de Depressão dos Centros de Estudos Epidemiológicos&#8221;, com 10 itens e um ítem para &#8220;Relato de Sintomas Intensos de Ansiedade&#8221;, onde as mulheres eram questionadas se haviam experimentado episódios de ansiedade intensa (p.ex.: pânico) nos últimos 12 meses. O número de participantes das três pesquisas, selecionadas aleatoriamente no banco de dados do &#8220;National Medcare&#8221; Australiano, foi bastante significativo: 9688, 9081 e 8910, respectivamente. E a prevalência de doenças cutâneas foi de 24,2 % em 2000, 23,9 % em 2003 e 24,3 % em 2006.</p>
<p>Foram usadas equações de estimativas longitudinais generalizadas multivariadas e o estudo chegou à conclusão que os <strong>sintomas depressivos</strong> e o <a href="transtornos-de-ansiedade/1-ansiedade-e-estresse/3-estresse-saude"><strong>estresse </strong></a>apresentam associação estatisticamente significativa com alterações dermatológicas (p &lt; 0,005). Quanto aos sintomas de <strong>ansiedade</strong>, não houve associação significativa. Esta aparente contradição quanto à não influência da ansiedade intensa na evolução de doenças dermatológicas pode ser devida ao instrumento usado para avaliação da ansiedade,  que é subjetivo.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Assim, podemos concluir que, principalmente nos casos de doenças dermatológicas resistentes ao tratamento (<strong>vitiligo</strong>, <strong>psoríase</strong>, <strong>eczema atópico</strong>, <strong>alopécias</strong>, etc.) as intervenções conjuntas <strong>psiquiátrica </strong>e <strong>psicológica </strong>ajudam, ou mesmo, podem ser fundamentais para o sucesso do tratamento dermatológico.</p>
<p>Para saber mais, acesse o texto: <a href="http://archderm.ama-assn.org/cgi/content/abstract/145/8/896" target="_blank">The Relationship Between Psychiatric Illnesses and Skin Disease</a></p>
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		<title>O Pensamento será capaz de acionar equipamentos</title>
		<link>http://acupunturaepsiquiatria.com.br/2010/03/pensamento-capaz-acionar-equipamentos/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 07:01:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernando-tonelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog Livre Mente]]></category>
		<category><![CDATA[Neurociências]]></category>
		<category><![CDATA[interface cérebro-máquina]]></category>
		<category><![CDATA[prótese inteligente]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia da saúde]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais uma ótima notícia no campo das interfaces cérebro-máquina. Pesquisadores da Universidade de Maryland &#8211; EUA, chefiados pelo Dr. José Contreras-Vidal, desenvolveram uma técnica não-invasiva aprimorada e com equipamento portátil para leitura dos impulsos cerebrais, baseando-se nas atuais técnicas de eletroencefalografia &#8211; EEG. A grande novidade está na reconstrução dos movimentos 3-D das mãos a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais uma ótima notícia no campo das <strong>interfaces cérebro-máquina.</strong></p>
<p>Pesquisadores da Universidade de Maryland &#8211; EUA, chefiados pelo Dr. José Contreras-Vidal, desenvolveram uma técnica não-invasiva aprimorada e com equipamento portátil para leitura dos impulsos cerebrais, baseando-se nas atuais técnicas de <strong>eletroencefalografia &#8211; EEG</strong>. A grande novidade está na reconstrução dos movimentos 3-D das mãos a partir dos dados captados pelos sensores implantados sobre a pele.</p>
<p>Esta técnica abre um campo enorme para o desenvolvimento de novas <strong>próteses</strong> e <strong>órteses robóticas</strong> comandadas pelo pensamento do próprio paciente e, também, para os aficcionados por jogos eletrônicos como o Wii, o desenvolvimento de novos controles muito mais interativos.</p>
<p>Para saber mais, leia o artigo <a href="http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=interfaces-cerebro-maquina-maquinas-acionadas-pelo-pensamento&amp;id=010180100304&amp;ebol=sim">&#8220;Máquinas acionadas pelo pensamento avançam com interface neural portátil&#8221;</a></p>
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